O dia em que a minha escola parou.

Eu me lembro desse dia como se fosse ontem. Eu estudava e ainda estudo num colégio chamado Pio XII. Tudo aconteceu em 2008, quando eu estava no 9º ano do fundamental e tinha só 14 anos. E como todos que já passaram ou estão atualmente no 9º ano sabem, essa é uma época em que a putaria(entenda como quiser) rola solta.

Os alunos do 9º ano são sempre conhecidos pelo resto da escola, independente de qual seja, como a turma mais bagunceira. E óbvio que minha turma não era exceção. Muito pelo contrário, minha turma deixaria orgulhoso quem inventou a frase “fazer merda”.

Perto do fim de 2008, o diretor da minha escola foi lá na sala reclamar que estava havendo muitos casos de “pixações” nas carteiras, e que as serventes já estavam deveras cansadas de ter que ficarem limpando depois das aulas. Uma turma bem aplicada e respeitosa entenderia o recado do diretor e começaria a colaborar. Não a minha.

Um grupinho de guris e gurias pegaram uma carteira e começaram a escrever de canetinha por toda ela. Um deles até escreveu na parte do assento : “Não é pra escrever na carteira!!”.  De quebra, pegaram a carteira e colocaram na sala da turma da frente quando não tinha ninguém. A outra turma chegou a levar um esporro do diretor, mas no final um do alunos da minha turma assumiu a culpa.

Já tem noção de como minha turma era muito educada e bem comportada né? E olha que é escola particular. Se fosse pública, ainda tacariam fogo na carteira e pixariam CV na parede.

Não consegui foto melhor pra ilustrar isso. Sorry.

Mas ao contrário do que você deve estar pensando, minha turma não foi responsável pelo dia em que minha escola parou. Deixa eu explicar tudo direitinho.

Parecia ser mais um dia pacato na escola, com aulas sonolentas e chatas. Porém, quando chegou perto da hora do recreio eu percebi que uma grande muvucada havia se formado no corredor e, sem entender nada, desci para o pátio. Lá estava igualmente muvucado, com vários grupinhos se juntando e observando alguma coisa.

Foi quando um dos meus amigos me falou o que tava acontecendo: uma das alunas do 7º ano, a qual vou chamar de “Joaquina” pra preservar a imagem da garota – e pra não tomar um processo dos pais da garota, ÓBVIO – tinha feito um video dela mesma se “tocando”, se é que me entende.

Não tem nada a ver com a “Joaquina”, mas quem se importa? (6

Fui logo procurar o grupo mais próximo pra ver esse tal vídeo, que já tinha se espalhado de celular em celular pela escola toda.

Vou dizer pra vocês que fiquei decepcionado. A garota tinha uns 13 anos ou algo do tipo, e óbvio que seu corpo não estava no estágio máximo de evolução. Ou seja, parecia que eu tava vendo uma tábua de passar dançando sensualmente como uma macaca fêmea querendo acasalar.

Não demorou muito pra direção perceber que algo tava estranho e começar a investigar o que diabos estava acontecendo. De repente uma das coordenadoras chegou perto do grupo em que eu estava e perguntou o que a gente estava vendo. A pobre coitada dona do celular foi a única que ficou ali, enquanto todo mundo que tava em volta sumiu como um africano que corre de um leão faminto. A jova desconversou e falou que tavam trocando música. Sem acreditar muito, a coordenadora seguiu em frente pro próximo grupinho.

A escola depois de pouco tempo descobriu o que estava acontecendo e começou a chamar todos os alunos que eram suspeitos de terem o vídeo no celular pra sala do diretor. Adivinha qual foi a sala que teve mais gente chamada? A minha, óbvio.

Chegava a ser engraçado, toda hora o Sinval – uma espécie de coordenador/faz-tudo e patrimônio histórico da escola – chamava alguém da minha sala, e era um entregando o outro. Parecia que minha sala toda era o elenco do filme de “11 homens e um segredo” e estavamos sendo julgados por roubar aquele cassino lá.

Só que como pessoal lá era malandro, todo mundo começou a deletar o vídeo do cel quando soube disso, e chegando na sala do diretor, não havia mais nada no celular.

Segundo o diretor, ele não ia punir quem tivesse o vídeo, ele só  queria ver o tal vídeo pra saber com o que estava lidando. Mas na boa? Acho que ele queria mesmo era que passassem o vídeo pra ele ficar vendo na sala dele. Safadchenho.

Diretor safadchenho.

Mas obviamente, muitas pessoas ainda tinham o vídeo – inclusive eu HEHEHE – que acabou indo pra internet.

Pelo o que eu entendi, aquele vídeo tinha sido gravado pela “Joaquina” e seu namorado, para o punheteiro brincar com seu brinquedinho depois. Mas como a garota é burra, não chegou a pensar na hipótese de um dia o casal terminar. E foi o que aconteceu, e o guri saiu destribuindo o video de sua ex para os coleguinhas igualmente punheteiros, e aconteceu o que aconteceu.

No final, o diretor achou melhor que a jova – que passou a ser chamada de “Joaquina” Peitinho na escola – fosse gravar seus vídeos em outra escola para evitar o constrangimento, não de ter feito um vídeo pornográfico, mas sim por fazer um de tão péssima qualidade.

Até uma vaca estaria mais sensual no lugar dela.

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9 Responses to “O dia em que a minha escola parou.”


  1. 1 thaiza 30 janeiro, 2011 às 13:24

    que fotos hein barbosa hahaha nossa
    mas esse caso foi engraçado, eu que estudava de tardeee soube! uhauahuahaha

  2. 2 maaria clara 30 janeiro, 2011 às 14:15

    hahaha , muito bom o post.
    euu também soube desse episódio do video , quando estudava a tarde rs e a historia da pixação , tb deu merda lá na sala ;x haha
    aaaaah pio xii e suas histórias , rs

  3. 3 Simões 30 janeiro, 2011 às 16:15

    ah barbosa, morre, o video tava bonzao ahuahuahuahu, peitinho legal dela ahuuahahuhua

  4. 5 Luiz Felipe Trindade - 30 janeiro, 2011 às 22:40

    po, eu qeria ter ese video, lembro qe na epoca tava com o celular ruim :s, po mas a garota foi zuada ate o final do ano :s
    a e outra não era namorado, eu acho

  5. 6 Isabella 31 janeiro, 2011 às 0:17

    Quando li o título do post, eu realmente pensei nessa antiga situação rs. Muito bom!

  6. 7 Dublado 31 janeiro, 2011 às 10:54

    Muito bom o post, valew novamente por compartilhar.

  7. 8 Ana Luisa 31 janeiro, 2011 às 15:31

    CARA MUITO ÉPICO ISSO, EU LEMBRO DISSO MUITO SÉRIO HAHAHAHAHAHA
    Fofoca boa que nem essas acontece uma vez na vida e outra na morte, caaaara!
    Vou ler o resto do blog haha 8D

  8. 9 Gabriella 18 fevereiro, 2011 às 17:09

    ah, eu lembro dos dois casos… eu bem faltei no dia do video, isso porque eu nunca faltava, rs.


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